quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
O Banco Central e As Surpresas
As manchetes anunciam uma reação de surpresa do mercado financeiro ante o corte de 1% nos juros da taxa Selic pelo Banco Central. É verdade, também acho surpreendente que o Banco Central tenha entendido que, numa época em que o mundo aproxima suas taxas reais de zero, praticar alguma coisa perto de 14% é estupidez - ou má fé.
Não consigo deixar de pensar na quantidade de serviços públicos essenciais que são prejudicados para cada mísero percentual nessa taxa de juros. Também não esqueço da verdadeira fortuna que o sistema financeiro nacional fatura em cima desse mesmo percentual. Falam em percentuais sobre o PIB, mas não falam o mais importante: que a rolagem da dívida representa mais da metade de todos os compromissos do orçamento brasileiro.
Enquanto isso, a entrega do Estado Brasileiro nas mãos desse usurário mercado financeiro (legislação aprovada através de MP de FHC e mantida por Lula!), escravizando o nosso povo, que paga impostos escorchantes nada recebendo em troca, não parece surpreender o mercado financeiro...
sábado, 10 de janeiro de 2009
Como o título
Uma das formas que eu gosto de escrever é da maneira que sugere o título deste blog: sem planejar, deixando que as idéias fluam ao correr dos dedos nas teclas. O texto vai aos poucos se estruturando, tomando forma, para finalmente ficar num todo lógico e com sentido.
Para ser franco, muitas vezes nem é uma questão de gosto, mas a falta de um assunto específico, ou de um certo cansaço que me força a um distanciamento dos assuntos momentâneos. Falar sobre o conflito israeliano/palestino na Faixa de Gaza, ou sobre a crise que abate a economia mundial são assuntos que não me comovem.
Nem é uma fuga desses assuntos, mas da constância com que eles voltam a pauta. Significa que já escrevi, já analisei essas questões em outros posts de outros blogs - assim como a maioria dos blogueiros. Voltar ao assunto não me move nem comove.
Confesso que vi uma novidade que me interessou: segundo especialistas (em quê? em moda?) a gravata deverá seguir o mesmo destino do chapéu e desaparecer do vestuário masculino nos próximos anos. Assunto inútil? Mais ou menos, mas de qualquer forma interessante. Ah! Eu apóia a idéia.
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