domingo, 23 de novembro de 2008

Ditadorzinhos Mequetrefes

O Brasil, fruto da fraca política externa do atual governo, tornou-se o alvo preferencial de "ditadorezinhos mequetrefes de meia-tigela" da América Latina. Qualquer um se acha no direito de romper acordos e obrigações com o país.

A temporada de achaques se iniciou com o índio cocalero presidente da Bolívia, Evo Morales, que se apropriou com armas da subsidiária da Petrobrás em terras bolivianas. Por mais que no nosso governo tenha se esforçado para minimizar o atrito, o certo é que saimos chamuscados (e com prejuízos) do incidente.

Agora chegou a vez desse comunistinha do Equador, esse sujeito metido a galã de baile de várzea que resolveu calotear o BNDES por conta de obra construída pela Construtora Oldebrecht em solo equatoriano. Na fila aguarda o Paraguai, disposto a discutir o acordo binacional de Itaipu. E quem mais?

É isso que dá entregar o poder a gente sem condições de administrar nem um torno mecânico, eis que se fosse competente não perderia o dedo. Mas o dedo tudo bem, o dedo era dele, o problema é dele, o brabo é aguentar essa gente sem condições administrando o nosso dinheiro, o dinheiro do povo.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Pragas Virtuais

Não sei se sou eu ou isso também incomoda mais gente: as ações automáticas produzidas por programação das páginas e executadas pelos browsers. Eu sei que existem alguns mecanismos capazes de suspender a execução de alguns desses scripts. O problema é que a maioria deles acaba por suspenderem também a execução de alguns processos desejáveis.

E esse é o "furo da bala", a falha de que se aproveitam esses scripts maliciosos para causarem o seu dano. Os cookies, por exemplo, há casos em que são úteis e desejáveis, noutros não passam de mecanismo de espionagem, forma de burlar a nossa privacidade. Quem não estranha ao ver surgir publicidade de produtos na sua caixa postal depois de pesquisar esse exato produto nos mecanismos de busca?

Isso significa que - apesar de firewalls, mecanismos anti-spywares, antivírus e outros mecanismos de defesa, os espiões ainda conseguem penetrar na sua máquina - porque muitas vezes você mesmo permite essa invasão ao conceder privilégios a utilitários mascarados de grátis. Assim os vendedores são informados por onde você anda navegando e atrás do quê, uma ajudazinha para lhe empurrar um produto qualquer.

Eu já consegui uma navegação quase 100% segura, mas a coisa provoca a perda de quase todas as funcionalidades a que estamos acostumados nos browsers mais comuns que operam na rede. Tudo passa a ter um aspecto utilitário, sem as animações, as imagens, os programas que facilitam e embelezam as páginas.

Eu sei, muitos dirão que ninguém é obrigado a usar esses cosméticos, que pode executar uma navegação mais"militar". Isso soa como dizer para quem tem problema de peso que basta só comer chuchu e quiabo para emagrecer. É fácil, basta querer.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Sonhos de Consumo

O Salão Internacional do Automóvel foi aberto ontem (30/10) no Anhembi em São Paulo/SP. A mostra reúne os maiores fabricantes mundiais de automóveis, todos de olho num dos maiores mercados mundiais, sejam de modelos de alto luxo, sejam dos chamados populares.

Isso parece consolidar a tendência da nossa economia, que aniquilou completamente a classe média, tranformando o mercado num tipo oito ou oitenta. E é por isso que o Brasil se tornou um dos maiores mercados mundiais de automóveis de luxo e alto luxo, e - a um só tempo - possuí um enorme mercado de veículos populares.

Os carros da linha média, destinados a uma escassa classe média, sofrem para manterem-se nas linhas de produção, e apresentam número de venda bem modestos.

Criou-se um conceito confuso daquilo que seja um automóvel popular. O incentivo governamental, com impostos menores para os modelos com motorização até 1000 cm³, cuja intenção fundamental era proporcionar um carro econômico e de baixo custo, acabou incentivando a produção de modelos de baixa qualidade.

Nossos carros populares são de qualidade discutível. Não pense que a diferença entre um carro com motor 1.6 ou 1.8 litros e um de motorização de um litro está só no motor. Não é o mesmo carro, todo o acabamento e a qualidade dos componentes muda de um modelo para o outro. O modêlo 1.0 é inferior não só no motor, mas em tudo.

Voltamos, de certa forma, às carroças de que falava o ex-presidente Collor de Melo. Não resolve muito pagar pouco e receber menos ainda.

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Preferências

Você prefere que o seu primeiro bebê seja um menino ou uma menina? Sim, você tem esse direito, vocë tem a liberdade de poder torcer para que o nascituro seja de um desses sexos. Opa! Muito cuidado! Estamos esquecendo alguma coisa nessa equação! Segundo o entendimento da comunidade GLB - Gays, Lésbicas e Bissexuais, isso pode representar um comportamento politicamente incorreto ou homofóbico. Você esqueceu de incluir outras opções entre as possiblidades de sexo do seu bebê.

Toda essa polêmica surgiu com as declarações de uma modelo brasileira, que não afirmou uma preferência por um dos sexos, mas a preferência de que um hipotético filho não fosse gay, lésbica, ou bissexual. Apesar de que se poder deduzir que a afirmação contenha um certo preconceito, entramos num terreno perigoso quanto tentamos limitar a liberdade de quem quer que seja "preferir alguma coisa".

Será lícito obrigar alguém a gostar de alguém ou de alguma coisa? Se a modelo prefere que seu filho seja um menino ou uma menina, é algo que só diz respeito a ela. Ou alguém quer obrigar que ela prefira outra coisa? É possível exigir isso de alguém?

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Inveja

Impossível não invejar um blog em que as pessoas comentam - e, mais do que só comentar, comentam com propriedade, emitem uma opinião válida sobre o assunto do post. Existe muito "legal o seu blog" por aí, em excesso. Isso quando existe algum comentário, a minha média é abaixo de medíocre - não tenho nem bons, e nem maus comentários, simplesmente eles inexistem.

Sei, sou o maior culpado disso, adoto uma postura tipo pouco me importam os comentários, mas é falsa, uma mentira. Na verdade, no fundo da alma, gostaria de ser lido e comentado - acho que como todo mundo que escreve. Mas, ainda assim, sou exigente, sou carente e metido a sebo. Embora não tenha cacife nem para isso, tampouco me interessa um desses "legal teu blog", melhor nada do que comentário fútil e vazio, ainda fico com um "nada disse, nem lhe foi perguntado".

Não professo, pois, a filosofia do "falem bem ou mal, mas falem de mim", pelo menos quando esse falar é um falar menor e sem substância. Forçosamente devemos reconhecer que todo mundo anda muito ocupado, sem tempo para nada - inclusive o de comentar qualquer coisa.

Não, não comente por piedade. Seria ainda pior...