quinta-feira, 3 de julho de 2008

Preferências

Você prefere que o seu primeiro bebê seja um menino ou uma menina? Sim, você tem esse direito, vocë tem a liberdade de poder torcer para que o nascituro seja de um desses sexos. Opa! Muito cuidado! Estamos esquecendo alguma coisa nessa equação! Segundo o entendimento da comunidade GLB - Gays, Lésbicas e Bissexuais, isso pode representar um comportamento politicamente incorreto ou homofóbico. Você esqueceu de incluir outras opções entre as possiblidades de sexo do seu bebê.

Toda essa polêmica surgiu com as declarações de uma modelo brasileira, que não afirmou uma preferência por um dos sexos, mas a preferência de que um hipotético filho não fosse gay, lésbica, ou bissexual. Apesar de que se poder deduzir que a afirmação contenha um certo preconceito, entramos num terreno perigoso quanto tentamos limitar a liberdade de quem quer que seja "preferir alguma coisa".

Será lícito obrigar alguém a gostar de alguém ou de alguma coisa? Se a modelo prefere que seu filho seja um menino ou uma menina, é algo que só diz respeito a ela. Ou alguém quer obrigar que ela prefira outra coisa? É possível exigir isso de alguém?

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